quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Ainda sobre Deus.

É difícil falar de Deus, falar de deuses...ainda mais pra alguém como eu.
Quero dizer, uma conversa sobre Deus pode ser tão vaga quanto certas conversas minhas têm sido ultimamente. E não adianta, cada um analisa sobre sua própria ótica (ou não). Então, deus nunca poderá ser um só. Ou talvez.. Ele seja um só, de tanto que o dividem o tempo todo.
Na verdade, eu só queria dizer que cheguei a uma conclusão sobre o deus. Não, na verdade mesmo, cheguei a uma metáfora que se encaixa no deus.
(Será que com isso vou passar a amar o deus? Uma vez eu li que metáforas são perigosas. O amor pode nascer de uma metáfora).
Deus é como o espelho. E o mistério de Deus é o mesmo que o mistério do espelho.
O espelho é de um tal mistério que me assusta:
Uma vez, eu parei em frente ao espelho e tentei ver somente o espelho. Alguma pista de como o espelho seria se não houvesse o que ser refletido, mas foi inútil. Só deparei com os objetos e o cenário refletidos.
Então eu me preocupei em observar os objetos o cenário que o espelho refletia. Observei-os por tanto tempo que acreditei que eles eram tão reais quanto eu, ali refletida: uma outra de mim. Em um impulso um tanto ignorante, tentei tocar um dos objetos que o espelho refletia.
Bum! Fiquei surpresa ao ver que não conseguia tocar o objeto, tão real...! Deparei com o espelho de novo e que no entanto, não queria se mostrar pra mim momentos antes.
Esse é o mistério das coisas.
Seria isto Deus?

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