Errado?
Impossível?
Ridículo?
Não.
Nós deveríamos parar de sofrer...
Porque quando sofremos, automaticamente nos vitimamos.
O sofrimento vicia.
A tristeza nos embriaga de tal forma que só queremos morrer dela.
E na tristeza, as memórias felizes só sabem doer e doer.
Ao invés de lembrar do passado, ao invés de sofrer com o presente e se sentir perdido no futuro, olhemo-nos.
Ocupemo-nos da difícil tarefa de nos tornarmos nós mesmos.
Para que quando olharem para nós, vejam quem somos e não se enganem.
Para que quando nos olharem, vejam finalmente o que somos... e não o que, por engano, nos tornamos.
O que acontece...É que a felicidade não é nobre.
Na felicidade, tendemos a esquecer o que é tristeza.
E quando esquecemos, parece absurdo pensar que tristeza existe.
E se existe, é porque são imaturos e mimados demais para perceber a felicidade.
Na felicidade, não nos preocupamos devidamente com os outros.
É o mal da felicidade: A beleza de tudo e de nós mesmos.
Vemos beleza em tudo... E ficamos embriagados. Hipnotizados.
Admirados. E esquecemo-nos de todo o resto.
O mal da felicidade é que quando se está feliz...
Só a felicidade importa.
O resto, é resto.
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