É fácil, é prático, é indolor e divertidíssimo.
Mas se é difícil, se dói, se toca no fundo, se arrepia os pêlos, se afoga...
Não, obrigada.
Prolongar-se nisso que chamamos de dolorosa intensidade é proibido para quem um dia já sentiu demais.
É a cara dessas pessoas que hoje têm medo do amor porque não encontraram uma explicação racional para ele.
É a cara dos românticos, dos sensíveis que hoje se escondem por trás de uma casca de metal, regada à insegurança e covardia.
Querer morrer todo mundo quer, mas ninguém sente que pode.
Morrer de amor ninguém morre, e isso ninguém aguenta.
Morrer de dor também. Ninguém morre de dor.
E o remédio?
Ah, o remédio se torna essas fáceis conquistas, esses agradáveis e risonhos encontros, esse joguinho ridículo onde ninguém é o que realmente é, ninguém faz o que realmente gostaria.
Por mais que se iludam.. E eu sei, acreditem, vivem se iludindo...Contam mentiras para si mesmos todos os dias e acreditam.
É mais fácil assim.
É mais imprevisível assim.
É mais drama assim.
Não dói assim.
Nenhum comentário:
Postar um comentário