E então eu me ponho a escrever porque ainda há muito a dizer, há muito para se esclarecer, há muito para se imaginar, então eu escrevo agora porque a qualquer momento posso morrer. Não. Não posso morrer. Me recuso a morrer antes de escrever tudo - Tudo, para todos.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Pois sou criança.
Erro meu, erro meu, toda vez é erro meu. Porque eu não sei ainda sentir as coisas leves, não sei ainda sentir as coisas passageiras. Descobri que não gosto do que é claramente passageiro. Sou das que precisa de garantias. Mas ultimamente, falta-me sentir as garantias. A vida tornou-se um amontoado de fases sem sentido, de lembranças, de um futuro tão incerto e de um presente tão fútil. Porque tudo é passageiro. Como confiar no que sinto? Não confio mais. Então é erro meu, porque estou no automático há muito tempo e estar no automático me impede de sentir, de entrar em contato, de tocar. Até mesmo a mim!, até mesmo a mim...estou tão intocável por mim mesma... Quem dirá os outros! Talvez esteja me perdendo dentro de mim, talvez esteja me afogando no lago de minhas lágrimas nostálgicas. Mas vou aceitar isso: a morte da vida e a minha própria morte. A morte dos outros. A morte dos sonhos. A morte do Eterno. Morreu... Mas a vida continua. Para que a vida continue.
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